Alice se esparramava na cama, como se as pernas já não suportassem mais o peso exaustivo da solidão. As lágrimas caíam como quando os olhos profundos tornavam-se rasos demais para suportar o peso da gota saudosa.

As vistas já fatigadas pareciam não encontrar a saída. Olhos teimosos que insistiam sempre em enxergar os mesmos olhos.

O corpo de Alice já não a pertencia mais, quando insistia em flutuar por aí, a seguir o aroma que seu olfato insistia em sentir. E buscava-o nas rosas, nas margaridas e nas orquídeas, mas só o encontrava naqueles braços. E pensava: "Por que é, braços cruzados, que te abres para elas, as Rosas, as Margaridas e Camélias personificadas, essas belezas fugazes, esses perfumes efêmeros que vão embora com os beija-flores, e não me deixa ser tua Dama-da-noite? A tua dama de todas as noites".

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